Leica Gallery

A Leica Camera partilha a paixão e o amor pela fotografia criativa ao mais alto nível com muitas pessoas em todo o mundo, e é por isso que sempre foi importante para a Leica tornar estes trabalhos e os seus criadores acessíveis a pessoas com esta paixão. Durante décadas, e precisamente por esta razão, a Leica tem oferecido tanto a fotógrafos Leica de renome como a novos talentos emergentes a oportunidade de apresentarem o seu trabalho a um público mais vasto.

A tradição das Galerias Leica remonta aos anos 70, tendo a primeira sido fundada em Wetzlar em 1976. Atualmente, as Galerias Leica podem ser encontradas em muitas partes do mundo, incluindo o Porto.

Leica Gallery Porto

Situada no emblemático edifício que alberga a Leica Store Porto, o antigo Café Excelsior, a Leica Galerie é para muitos o início de uma bela viagem fotográfica. Ao longo do ano, são organizadas várias exposições de fotógrafos locais e internacionais, consagrados e novos talentos

Para garantir uma melhor experiência, por favor reserve o seu  entrada gratuita para o dia e hora preferidos:

Leica Gallery Porto

Rua Sá da Bandeira, nº48-52
4000-427 Porto – Portugal
Telefone: +351 962 214 678
E-mail: [email protected]

Horário
Seg-Sex: 10-18,30h
Sáb: 10-13h, 14-18,30h
Domingo e Feriados: Encerrado

Street Scenes

16 de Abril – 11 de Julho | Phil Penman

Ao longo de mais de duas décadas a fotografar nas ruas de grandes cidades por todo o mundo, Phil Penman revela um olhar profundamente enraizado na tradição da fotografia de rua, expandindo-a como uma forma contemporânea de pensar a realidade através da observação direta e da resposta intuitiva ao movimento da vida.
A cidade surge, nesta exposição, como um território simultaneamente concreto e imaginado — um espaço de ambiguidade onde o real se aproxima da ficção e o quotidiano adquire uma dimensão simbólica.

Através de contrastes intensos, atmosferas densas e composições que evocam uma dimensão quase cinematográfica, Street Scenes , primeiro enquanto livro e aqui em formato de exposição, reúne um conjunto de fotografias onde a experiência da rua se transforma numa sucessão de momentos suspensos, aparentemente deslocados de um tempo definido.

Apesar de ancoradas em locais distintos (Nova Iorque, Londres, Paris, Nápoles, Tóquio), as imagens parecem habitar um território comum, oscilando entre o reconhecimento de um lugar concreto e a sensação de pertença a qualquer outra paisagem urbana.

O espaço público revela-se, assim, um palco de encontros transitórios, onde o acaso e a intuição se tornam elementos estruturantes da imagem.

Com composições quase cinematográficas, onde luz, gesto e arquitetura se alinham com uma precisão inesperada, o livro propõe um percurso pelas cidades livre de qualquer cronologia ou geografia. É precisamente essa sensação de continuidade entre cenas que se procura transportar para esta exposição: lugares e momentos que, por mais raros ou estranhos que possam parecer, se sucedem naturalmente. É nessa estranheza, nessa sequência de imagens singulares marcadas por encontros inesperados e presenças insólitas, que se constrói uma narrativa urbana tão imprevisível quanto a própria cidade.

Neste diálogo entre tradição e contemporaniedade, Penman reafirma a relevância da fotografia de rua como uma prática em constante transformação.

Afastando-se de um registo puramente documental, o seu trabalho inscreve-se num território intermédio entre observação e construção, entre realidade e ficção urbana.

Street Scenes convida-nos a questionar a forma como vemos e reconhecemos a cidade, propondo ao espectador habitar um espaço de incerteza onde cada imagem pode pertencer a qualquer tempo, a qualquer lugar e, simultaneamente, a todos.

Sobre Phil Penman

Phil Penman é um fotógrafo britânico radicado em Nova Iorque, onde há mais de 25 anos documenta a energia e transformação da vida urbana.

Com trabalho publicado em meios como The Guardian, The Independent e The New York Review of Books, fotografou figuras públicas e acontecimentos históricos, destacando-se a sua cobertura do 11 de Setembro, hoje integrada no Memorial e Museu do 9/11. O seu registo do confinamento em Nova Iorque foi adquirido pela Biblioteca do Congresso dos EUA.

Com exposições internacionais e uma forte ligação à Leica Akademie, os seus livros Street e New York Street Diaries afirmaram-se como referências na fotografia de rua contemporânea.

Detalhes do evento
A exposição permanecerá aberta ao público até dia 11 de Julho de 2026, de segunda a sábado, das 10h às 18:30h. Entrada gratuita.
Dia de Feira - Exposição de Matilde Viegas

Dia de Feira
24 de Janeiro – 18 de Abril | Matilde Viegas

Dia de Feira é sempre mais do que apenas um dia. É um ritual que se repete desde os tempos medievais. São gestos, sons, cheiros que atravessam gerações desde o século XII.
Entre bancas improvisadas e pregões que ecoam, vendem-se legumes colhidos na véspera, pão que cheira a casa e ferramentas que ainda sabem durar uma vida inteira. No entanto, muito mais do que um lugar de comércio, a feira é, desde sempre, um lugar de encontro. Um verdadeiro território de comunhão onde se trocam não apenas produtos, mas também histórias e afetos.
É precisamente esta densidade do tempo coletivo que encontramos no trabalho de Matilde Viegas. As tradições que persistem e os costumes reinventados, mas também a fragilidade das pequenas histórias individuais que se escondem atrás de cada rosto e de cada mercadoria.
Não é a feira turística, nem a feira pitoresca, que aqui se revela. Mas sim a feira como um corpo vivo, vibrante e delicada, a pulsar em cada mão que se estende, em cada olhar, em cada tecido gasto pelo sol.
Esta dimensão sensorial expande-se ainda na instalação audiovisual com vídeos da artista e realizadora Mafalda Salgueiro, que acompanhou Matilde no terreno, documentando lado a lado a verdadeira cacofonia da feira – o rumor das vozes e a vibração do movimento, transportando-nos para dentro da feira.
Dia de Feira é, portanto, mais do que uma série de imagens ou um registo documental, é um convite a olharmos de novo para aquilo que julgamos conhecer. Éidentificar a feira como um espaço simbólico de resistência cultural e pertença. Ao mesmo tempo, é um retrato profundamente contemporâneo, lembrando-nos que, num mundo marcado pela velocidade e virtualidade, ainda existem lugares onde o tempo abranda, onde o encontro cara a cara continua a ser insubstituível e onde o valor das coisas se mede também pelo peso da mão que as entrega.
Com a sua característica sensibilidade e rigor, Matilde transporta-nos para este universo, fazendo com que, o que sentimos com estas imagens, vá muito além do que vemos. Conseguimos ouvir o pregão dos vendedores, sentir o peso dos sacos, o toque da fruta madura e o vento que ondula os tecidos. Podemos mesmo afirmar que, aqui a poesia habita o quotidiano, deixando que o banal se revele extraordinário. É este testemunho que Matilde nos passa com o seu “Dia de Feira”, celebrando a intimidade dos momentos partilhados, a dignidade dos que trabalham e o sentimento de comunidade de quem se encontra.
Sobre Matilde Viega
Matilde Viegas é uma fotógrafa portuguesa, sediada no Porto. Com um doutoramento em química, Matilde aplica o rigor científico à documentação da intimidade e conexão
O seu trabalho é frequentemente publicado em meios de comunicação como o The New York Times, Monocle e Le Monde, e conta com clientes como Apple, Airbnb e Patek Philippe. Expôs na Bienal de Fotografia do Porto e dá palestras em universidades portuguesas.
A sua prática documental abrange comunidades portuguesas, e projetos no Cazaquistão e Estados Unidos, com apoios como a Gabriel Grüner Stipendium e a Bolsa Ci.CLO & Fundação La Caixa.
Combinando autenticidade documental com precisão sensorial, Viegas encontra poesia tanto em narrativas comerciais como pessoais. Viegas opera o seu próprio laboratório de cor no Porto e escreve uma newsletter bimensal.
Detalhes do evento
A exposição permanecerá aberta ao público até dia 18 de Abril de 2026, de segunda a sábado, das 10h às 18:30h. Entrada gratuita.

Nuances & Nocturne
26 de Julho – 11 de Outubro | Alwin Maigler

Nuances & Nocturne, de Alwin Maigler, convida-nos a atravessar dois universos da dança que, embora distintos no tom e na atmosfera, partilham um mesmo eixo: a escuta do corpo em movimento e da emoção do instante.
Reunidas sob o mesmo olhar, estas duas séries revelam a amplitude emocional e visual do trabalho de Alwin Maigler. Se Nuances nos aproxima da precisão e do detalhe do gesto, Nocturne convida à descoberta do corpo em liberdade e em diálogo com o mundo exterior.
Todas as imagens expostas são impressões em carvão, um processo artesanal de altíssima exigência técnica e qualidade estética, que confere a cada fotografia uma densidade tátil, uma profundidade tonal e uma longevidade extraordinárias. Todas as fotografias impressas neste método guardam em si pormenores únicos, o que as torna ainda mais especiais e singulares.
Nuances & Nocturne representa assim uma verdadeira ode ao corpo como território de expressão e à fotografia como lugar onde o instante ganha longevidade.
Sobre Alwin Maigler
Alwin Maigler é um fotógrafo freelancer baseado em Estugarda, Alemanha.
Com um forte enfoque na fotografia artística, de moda e retrato, bem como projetos com inspiração cultural, tem conquistado reconhecimento por parte de clientes de renome como Porsche, Leica, Mercedes-Benz, Stuttgart Ballet, Staatsgalerie Stuttgart e a Ópera Estatal de Estugarda.
O seu trabalho tem sido publicado em revistas como Harper’s Bazaar, Cosmopolitan, Marie Claire, L’Officiel e Schön! Magazine.
Maigler apresenta os seus projetos criativos pessoais através de exposições individuais, coletivas e mostras colaborativas.

Future Studies
16 de Maio – 19 de Julho de 2025 | LUCA LOCATELLI

Num momento em que a humanidade se confronta com os limites do seu próprio progresso Future Studies propõe um debate sobre o conceito de crescimento e a nossa relação com a natureza e a tecnologia. Entre laboratórios de biotecnologia, centros de energia renovável, projectos de agricultura regenerativa e cidades experimentais, Luca Locatelli desenvolve uma investigação visual sobre novas formas para a nossa sobrevivência. Face aos enormes problemas ambientais que enfrentamos, o autor questiona a ideia de crescimento económico permanente, com foco na recuperação energética e no futuro da produção alimentar.  Luca Locatelli revela-nos assim um futuro que já está em construção, feito de avanços tecnológicos, mas também de fragilidades, incertezas e novas dependências. Future Studies é um convite a repensar o presente à luz das escolhas que moldam os dias que virão.
Sobre Luca Locatelli
Luca Locatelli nasceu em Itália em 1971. Trabalhou como programador de software durante mais de dez anos, antes de iniciar uma carreira em fotografia documental, em 2006. É representado por agências internacionais, como o Institute for Artist Management, desde 2016; e é fotógrafo da National Geographic desde 2015. Locatelli desenvolve as suas reportagens em colaboração com jornalistas, ativistas ambientais e cientistas. O seu trabalho tem sido exibido internacionalmente e foi distinguido com prémios como o World Press Photo, o Sony World Photography Award, o Prémio Nannen e o Aftermath Grant, entre outros. Foi publicado no New York Times Magazine, Time, The New Yorker, Bloomberg Businessweek, Wired, Smithsonian, Stern, GEO e The Sunday Times Magazine.

“Retratos”
22 Março 2025 – 10 Maio 2025 | DARYAN DORNELLES

 

Em “Retratos”, encontramos um diálogo quase hipnótico entre o artista e o sujeito. A resposta, sugere a fotografia de Dornelles, reside no limiar entre o que é captado e o que é partilhado — “um espaço onde identidade e alteridade se confundem, transformando o ato de ver o outro num reflexo de autodescoberta”, nas palavras de Magda Pinto, curadora da exposição.

Sobre Daryan Dornelles
Natural do Brasil, Daryan Dornelles consolidou-se como um dos nomes mais respeitados na fotografia de retratos contemporânea. Com uma carreira marcada pela colaboração com artistas, músicos e personalidades de Portugal e do Brasil, a sua obra transcende a mera representação visual, buscando sempre a essência humana por trás de cada expressão. A sua técnica meticulosa, aliada a uma empatia singular, permite que os seus retratos funcionem como espelhos — tanto para quem é fotografado quanto para quem os observa.

Jamaika
11 Janeiro 2025 – 04 Março 2025 | JOSÉ SARMENTO MATOS

Jamaika de José Sarmento Matos, oferece-nos um retrato profundo e sensível da vida no Bairro da Jamaica, um espaço carregado de histórias e amplamente conhecido pelas capas de Jornais e inúmeras notícias de que foi alvo ao longo dos anos. Oficialmente conhecido como Bairro de Vale de Chícharos, na margem sul do rio Tejo em Portugal, o Bairro da Jamaica tornou-se um símbolo controverso das tensões sociais e das dinâmicas culturais que marcam o país.

Para esta exposição, entendemos que, mais do que mostrar o bairro e as dificuldades de quem lá vivia, deveríamos sim celebrar a força e resiliência dos seus habitantes e incitar à reflexão e empatia de quem vê estas fotos.

Os desafios sociais e culturais a que estavam constantemente expostos despertam-nos para um diálogo sobre questões como a inclusão, identidade ou pertença, da força das comunidades marginalizadas, desafiando-nos, enquanto público, a uma compreensão mais ampla e inclusiva da diversidade social em Portugal.

Rêverie.
28 Setembro 2024 – 04 Janeiro 2025 | KIT YOUNG

Rêverie. Representa a ideia de devaneio, um estado de introspeção, um sonho acordado em que a mente vagueia livremente. Tal como nos sonhos noturnos, dos quais muitas vezes despertamos confusos, também neste sonhar acordado podemos confundir o que imaginamos com a realidade. Em ambos os estados, apenas o que sentimos ou as emoções que vivemos se apresentam claras na nossa memória.

Rêverie é isto mesmo, uma dança delicada entre o real e o imaginário, onde através de momentos aparentemente não relacionados no tempo e espaço, somos transportados para um local paralelo, onde a sensibilidade única de Kit Young transforma, de forma magistral, um fugaz momento em algo etéreo.

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