Com a Leica M EV1 na mão, Rui Caria percorre as aldeias marcadas pelos incêndios de 2025 para revelar o que preferíamos não ver — e o que não podemos esquecer.

 

Quando o território se transforma em cinza, há histórias que permanecem por contar. Em pleno verão de 2025, Rui Caria voltou às aldeias violentamente atingidas pelos incêndios florestais no centro de Portugal. Não procurou a beleza fácil, mas a verdade dura que fica depois do silêncio das chamas.
Com a Leica M EV1 como companheira, fotografou os vestígios, os gestos suspensos e a fragilidade das comunidades que resistem. As suas imagens tornam-se memória viva — um apelo a que não deixemos desaparecer da nossa consciência coletiva aquilo que, uma vez perdido, não se reconstrói nem recupera.

“Pararmos e reflectirmos sobre as nossas ações é cada vez mais importante para que a natureza prevaleça intacta para as gerações futuras. A fotografia enquanto objecto de memória tem um papel fundamental na criação de uma consciência colectiva capaz de mudar atitudes ao longo do tempo.”
Rui Caria

 

 

Fotografando o invisível

 

Quase sempre, quando fotografamos, apontamos a nossa câmara ao que gostamos mais de ver. Parece ser instintivo. Mas para Rui Caria, fotógrafo documental, muitas vezes, é para o que não gostaria de ver que ele aponta a sua câmara. O resultado dessa escolha, é, por vezes, mais valioso. A fotografia deixa de ser apenas objecto de contemplação e ganha a forma de documento histórico, algo para memória futura, uma espécie de lembrança do que vamos perdendo.

 

 

 

 

O desafio de tentar contar o outro lado de uma história, tantas vezes já contada, foi o que fez Rui Caria percorrer algumas das aldeias mais fustigadas pelos incêndios florestais no centro de Portugal. O verão de 2025 fica na história dos grandes fogos florestais com a maior área ardida naquela região desde que há registos em Portugal.

A Melhor Eleição de Rui

 

Rui Caria escolheu o sistema M da Leica para produzir todo o seu trabalho fotográfico, e essa foi a melhor escolha que fez na sua vida profissional, não só pela consistência da assinatura visual que criou, mas também porque o prazer de fotografar faz parte do processo. Nos últimos 7 anos, o fotojornalista tem trabalhado exclusivamente com o sistema M, tanto para trabalhos documentais de longo prazo como para notícias diárias, provando que não há limitações no equipamento. E juntar ao seu sistema M a Leica M EV1, vai agora permitir-lhe usufruir completamente das mais recentes objectivas M.

“A câmara nunca pode ser maior do que a história que conta, e a simplicidade de um objecto pequeno como este, incapaz de invadir a relação do fotógrafo com o sujeito é essencial para mim. E hoje, eu escolhi a Leica M EV1, porque me oferece um corpo que já conheço com uma tecnologia que vem complementar o meu sistema M tradicional.”
Rui Caria

Equipamento usado:

Leica M EV1

Leica Summilux-M 35 f/1.4 ASPH.

Rui Caria é um fotojornalista português, natural da Nazaré. Colabora com vários órgãos de comunicação social e agências de comunicação em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho fotográfico é reconhecido por editores das mais diversas publicações e as suas imagens estão publicadas em vários livros de fotografia internacionais. Rui Caria é mestre em Comunicação e Media e é orador em eventos dedicados à comunicação visual, fotografia e fotojornalismo. Tem artigos sobre fotografia e imagética publicados na imprensa nacional e internacional. Com um corpo de trabalho fotográfico exposto em diversos países, Rui Caria foi finalista e vencedor de vários concursos de fotografia, incluindo o Sony World Photography Awards 2019/2025.

Dos trabalhos fotojornalísticos e documentais produzidos destacam-se a guerra na Ucrânia, em 2022, onde esteve durante 40 dias, e a cobertura, em 2017, de uma missão FRONTEX no mar mediterrâneo central onde permaneceu 34 dias a fotografar as rotas dos migrantes ilegais e refugiados. Ambos os trabalhos foram destacados mais tarde; o primeiro no livro Ukraine: A War Crime e o segundo foi premiado como a série fotojornalística do ano de 2018 pela Monovisions Photography Awards Magazine. O trabalho de Rui Caria centra-se nas questões sociais, nos direitos humanos e no ambiente. Tem particular interesse em documentar a vida das pessoas comuns e os desafios que enfrentam. O seu trabalho é uma contribuição para o campo do fotojornalismo, divulgando alguns dos temas mais fraturantes das sociedades.

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